O que freia ambientes colaborativos na empresa

Junho 16, 2008 por gevieira

Empresas que desejam implementar ambientes de colaboração devem analisar com cuidado seis fatores capazes de inibir ou desestimular a proposta. Algumas abordagens ajudam a tratar cada um destes itens.

Implementar funcionalidades que alavanquem a colaboração pode funcionar sim, e gerar resultados concretos para a empresa. Contudo, o contexto desse tipo de funcionalidade no mundo corporativo é bastante distinto de sua utilização na internet. Não basta implementar e esperar que os usuários saiam utilizando do dia para a noite. É preciso observar os fatores estruturais, logísticos e culturais que tanto os indivíduos como as organizações possuem. Estes fatores podem ser responsáveis pelo sucesso – ou fracasso de um ambiente de colaboração virtual.

Este artigo apresenta seis fatores que qualquer empresa que deseja implementar ambientes de colaboração deve analisar com cuidado, pois podem inibir ou desestimular a colaboração dentro de uma organização. São eles: linguagem, status, estrutura organizacional, desconhecimento de fonte e receptor, sistema de recompensas e conhecimento como fonte de poder. O artigo também apresenta, ao final, algumas abordagens sobre como tratar cada um destes itens.

FLORIANO, Paulo Roberto. O que freia ambientes colaborativos na empresa. In: Webinsider. Z Editores Ltda. Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/06/12/barreiras-que-freiam-ambientes-colaborativos-na-empresa/>. Acesso em: 16 jun. 2008.

Gestão por processos de negócios e redes cognitivas

Abril 21, 2008 por gevieira

Resenha: Na vida econômica e social das corporações as tecnologias de informação e de comunicação devem assumir o papel intangível de proporcionar maiores chances de participação dos indivíduos nas conquistas do grupo a que pertencem. [Entretanto, a implantação destas tecnologias começam na necessidade de] pensar em Gestão por Processos de Negócios e vislumbrar uma rede de processos inter-relacionados, atentando para o fato que os processos correspondem à execução das estratégias estabelecidas. Com isso, prover o alinhamento dos processos de negócios com a estratégia, os objetivos e as cadeias de valores das organizações. A partir daí, utilizar as ferramentas disponíveis para mapeá-los. [Apesar desta consideração inicial, as] redes são, na sua essência, um conjunto mutável de elementos (nós, atores) dinamicamente conectados mediante relações de troca e cooperação (canais, elos, links, conexões). Os nós ou atores representam pessoas, grupos, instituições, instalações, equipamentos. os canais e conexões representam o intercâmbio de mensagens, comunicações, insumos, ações, transações, percepções, valores simbólicos entre os nós ou atores. É importante perceber que as redes podem combinar em redes maiores ou dividir-se em sub-redes autônomas ou interdependentes. Redes podem compartilhar atores e conexões com outras redes, constituindo uma interseção entre redes vizinhas. Contudo, certos atores podem participar em diferentes redes, assumindo diferentes papeis, significando que eles se ligam através de conexões de natureza diversa em cada rede, o que implica que desenvolvem diferentes tipos de relações com características distintas aos vários atores a que se ligam. Essa sinergia tende a ocorrer de forma espontânea. As necessidades de conhecimento mudam conforme o tempo passa [e o mercado exige], com isso [muda também] a dinâmica das conexões e intensidade de interação entre os diferentes atores. Saber quem conhece quem e como eles interagem. Levantar que papel cada ator atribui a si próprio e aos demais a quem conhece, é essencial. Mintzberg & Quinn (2001) afirmam que uma abordagem assim “pressupõe um processo evolutivo de desenvolvimento da estratégia que combine a intencionalidade das estratégias deliberadas (a fome) com a espontaneidade das estratégias emergentes (com a oportunidade de comer)”. Desta forma os passos e métodos [...] de mapeamento [e interação] de redes, orientados aos Processos de Negócios, passam a se realimentar continuamente em uma espiral de construção cooperativa, para a rede, seus processos, conhecimentos e realizações. Faz-se necessário perceber os variados papéis que TIC assume na vida econômica e social das corporações. O quanto agrega de valor – tangível ou intangível – enquanto parte das knowledge networks das organizações. Às vezes como conexão, TIC deve assumir o papel intangível de propiciar os canais de conectividade e intensidade de interação necessária, buscando proporcionar maiores chances de participação dos indivíduos nas conquistas do grupo, instituição ou organização a que pertencem.

Intrepretação: Todo o trabalho de planejamento estratégico sobre o mapeamento de negócio corre o risco de não gerar resultados se não for dada atenção as conexões que fazem fluir o conjunto de ações, processos, de que uma organização é formada. De nada adianta conhecimentos e habilidades, se as atitudes são desconexas. Manter o alinhamento institucional é um trabalho de comunicação constante e em sendidos multiplos. Durante muito tempo, as tecnologias de informação (TI) vem se ocupando da armazenagem de conteúdos e da geração de inteligência artificial a partir deles. Hoje, entretanto, percebe-se que a comunicação é cada vez mais importante para a geração de conhecimento dinâmico capaz de sustentar as demandas de um mercado em constante mudança. É por isso que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) tem sido cada vez mais empregadas no desenvolvimento de redes, na disponibilidade permanente de conexões, que permitam a colaboração de todos nas iniciativas institucionais.

Referência: CASTRO, Jorge. Gestão por processos de negócios e redes cognitivas. Webinsider. Z Editores. Vicente Tardin (editor). Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/04/20/gestao-por-processos-de-negocios-e-redes-cognitivas/>. Acesso em: 21 abr. 2008.

A rede é o computador

Fevereiro 16, 2008 por gevieira

Resenha: Hoje, para um número crescente de pessoas, a rede é, de fato, um computador. Agenda, e-mail e aplicativos básicos de escritório já não residem necessáriamente no micro. Podem rodar na grande nuvem computacional da internet. Essa tendência é chamada, entre outros nomes, de “software como serviço” (em inglês, SaaS). Uma característica marcante neste novo modelo de negócio dos aplicativos online é a tendência à gratuidade. Chris Anderson vê a economia do gratis como causa da lei de Moore: espaço para armazenamento dos dados, poder de processamento e banda para transmissão ficaram tão baratos que a oferta gratuita tornou-se viável. O exemplo verifica-se no armazenamento de dados: Quando o preço chegou a 100 dólares por GB, nasceu o Hotmail com 2 MB gratuitos; em 1 dolar por GB, o Google lançou o Gmail com 1GB de graça; No final de 2207, com o GB a 40 centavos de dólar o Yahoo ofereceu espaço ilimitado em seu webmail. A idéia, diz Anderson é que se o preço de alguma coisa se aproxima de zero é melhor tratá-lo logo como zero e vender outra coisa. Esses sites perceberam que, em vez de vender contas, era melhor vender publicidade. Outra coisa que viabilizou a economia do grátis é o enorme ganho de escala trazido pela internet. Antes, o serviço oferecido era uma fração do custo comercial. No caso dos softwares como serviços online, o custo de acrescentar mais um usuário tornou-se próximo do zero. Assim outra regra surgiu: algo como distribuir 99% gratis e apenas 1% pago, como fazem o Skype e o Google Earth, que tem versões pagas usadas por uma pequena parcela do total de usuários. Também, se a primeira leva de serviços online era destinada aos usuários individuais, agora as empresas começaram a aderir. Para tais organizações, os benefícios dos aplicativos online incluem a possibilidade de gastar menos com a infra-estrutura de informática, mas principalmente facilidades nas reuniões à distância e o acesso a documentos durante viagens. É fato que, por enquanto, muitos aplicativos ainda não são viáveis na web, mas isso deve mudar gradualmente, a medida que os custos da computação e da transmissão forem caindo ainda mais. Quando houver conexões de fibra óptica até a casa dos usuários, tudo será diferente. Há quem diga 10 anos, há quem diga 20, mas ninguém duvida que o caminho é a internet.

Interpretação: A economia do grátis nada tem a ver com a benevolência das empresas e pouco com o idealismo libertário dos novos desenvolvedores. É um novo modelo de negócio, altamente lucrativo e que precisa ser visto com olhos menos desconfiados pelo serviço público. A qualidade garantida pelo preço não é mais uma verdade, quando de trata de softwares oferecidos como serviço online e a instituição pública tem o dever de reavaliar seu custo ao cidadão e ao país.

Fonte: GRECO, Maurício et al. (Org.). Kit essencial para o PC: Os programas absolutamente indispensáveis no dia-a-dia!. Info Exame, São Paulo, n. 264, p.40-41, 01 fev. 2008. Mensal. (Introdução do artigo).

Papo produtivo na empresa

Janeiro 26, 2008 por gevieira

Resenha: As mensagens instantâneas podem ser uma ferramenta poderosa para facilitar a comunicação na empresa e reduzir a perda de tempo em reuniões. Muitas companhias, no entanto, relutam em adotar um sistema aberto de mensagens por temer que, em vez de melhorar a produtividade, esse recurso traga mais perda de tempo. A melhor solução para o dilema é usar um servidor local. Assim, é possível incentivar a comunicação profissional e, ao mesmo tempo, manter o serviço sob controle, evitando seu uso indevido. Para isso, um dos melhores servidores do mercado é o OpenFire, que usa o protocolo de mensagens instantâneas Jabber (também conhecido como XMPP) e roda numa combinação de Jetty com base de dados HSQLDB. Trata-se de um projeto de código aberto, que também tem uma versão comercial, que oferece suporte.

Interpretação: Há muitas alternativas para se contornar a insegurança que existe em torno do acesso maciço aos servidores institucionais. O que falta é entender este momento de mudanças e a necessidade de se acreditar na pesquisa como forma de garantia do desenvolvimento.

Referência: COSTA, Eric. Papo produtivo na empresa: O servidor OpenFire ajuda a reduzir o tempo perdido em reuniões. Info Exame, São Paulo, n. 263, p.68-69, jan. 2008. Mensal.

A tribo dos Nou-replai faz um estrago na sua empresa

Janeiro 21, 2008 por gevieira

Resenha: “O nosso dia-a-dia, definitivamente, não é mais o mesmo. Mas mudanças são algo que o homo-sapiens não digere com facilidade. Ele prefere que tudo fique como já conhecia, como já dominava. Tudo sob seu controle, calmo e tranqüilo… [Um exemplo é o e-mail:] …Todo mundo tem, todo mundo usa. Ninguém consegue ficar sem. Pois, mesmo assim, há quem não responda e-mails(!!!). [...] Você manda uma mensagem – às vezes até uma pergunta direta – e nada. Apenas o silêncio de uma inbox sem novidades. [...] Quem age assim é o Nou-replai autêntico. [...] O que causa estranheza é que, em sua maioria, eles não são mal-educados. Telefonemas, por exemplo, eles retornam. Mensagens na caixa-postal do celular, ou torpedos, também. Mas o e-mail, não. [...] o fato é que eles estão por toda a parte, [...] e, aos poucos, vão minando até mesmo a reputação da sua empresa. Sim, eles extrapolam as ações pessoais (ou não-ações, no caso…) e imprimem sua política de desprezo deliberado aos famosos “Fale Conosco”, “Contato”, “SAC” e quaisquer outras formas pelas quais as empresas tentam criar um canal de mão-dupla com o cliente. [...] as manchetes falam bastante em implantação de CRM, não? Também são moeda-corrente os mantras do bom-atendimento ao cliente, da satisfação total, da experiência inesquecível, blá-blá-blá, blá, blá, blá, certo? Milhões são investidos em prol da satisfação do cliente. E onde é que tudo isso falha? Por que temos tanta dificuldade em obter respostas das corporações? Ou ao menos um contato? O cliente é rei, mas não merece uma resposta? Por que? Acredite: são os Nou-replai”.

Interpretação: O artigo do resumo acima, foi publicado no Webinsider e realmente nos  põe a imaginar o que acontece na cabeça desses cidadãos, que intencionalmente quebram ou dificultam as possibilidades de comunicação. A materia ainda apresenta, como comentário interessante de um leitor, a sugestão de um perfil dos Nou-replai:

“1 – Aqueles que tem medo do conteúdo do e-mail ser usado contra eles (esse vale para quem tem rabo preso ou não quer se comprometer). Ou seja, melhor ficar em silêncio do que dar provas de algo errado que está fazendo, né?
2 – Aqueles que ainda vivem no século 19 e que afirmam de pés juntos que não gostam e não precisam de computador ou de internet pra nada, e que tudo se resolve cara a cara ou por telefone, bah!
3 – Aqueles que só lêem os cabeçalhos das mensagens e deixam para ler a mensagem depois. Só que por preguiça ou esquecimento acabam nunca lendo.
4 – Aqueles que te ignoram mesmo. Sua mensagem acabou de chegar, ele nem lê o cabeçalho e já envia pra lixeira.
5 – Aqueles que criam várias contas de e-mail, mas na prática só usam uma e não avisam as pessoas. Ou seja, você manda sua mensagem para uma conta de e-mail morta.”

Referência: BEM, Ricardo de. A tribo dos Nou-replai faz um estrago na sua empresa. Webinsider. Z Editores. Vicente Tardin (editor). Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/01/21/a-tribo-dos-nou-replai-faz-um-estrago-na-sua-empresa/>. Acesso em: 21 jan. 2008.

Oi! Gil,

Dezembro 31, 2007 por gevieira

Tudo de bom para você também. Tenho fé que 2008 será ainda melhor que 2007 para todos nós.

Para submeter o projeto você deve imprimir, assinar e entregar no Latec. No dia 07/01 estarei lá e assinarei o documento do projeto que será encaminhado para aprovação na próxima reunião de colegiado.

Enquanto isto, você deve aprofundar a sua pesquisa bibliográfica para fundamentar o trabalho que será apresentado como qualificação. A coleta de dados propriamente dita não será apresentada nesta fase de qualifying. Em síntese, a qualificação deve ser estruturada no mesmo formato da dissertação no que se refere à – Introdução, Revisão bibliográfica, Metodologia – , o capítulo final da qualificação é o cronograma e plano de trabalho ao invés de – O Estudo de Caso e Conclusão – que são os capítulo finais da dissertação.

Finalmente, o projeto final

Dezembro 28, 2007 por gevieira

Oi! Sandra,

Em primeiro lugar, um Feliz Ano Novo para você e para todos que a cercam de carinho e atenção, incluindo aí seus alunos e orientados, para que todos tenhamos um 2008 de muita luz.

Em segundo, quero lhe informar que reli meu projeto com suas correções e achei bom. Por questão de estilo, mudei uma ou duas palavrinhas que você nem vai notar, mas achei que eram fundamentais para uma melhor costura entre os parágrafos. Gostaria, então, que você encaminhasse o documento que estou enviando.

A construção de comunidades colaborativas usando rede de computadores: o caso Inmetro

Finalmente, gostaria de saber como essa entrega será feita. Você imprime, assina e encaminha? Só isso? E o tal colegiado? O cronograma que mantive no projeto já fugiu do meu controle! Minha preocupação é que, na contagem regressiva, já só faltam cinco meses para a “qualificação” e o tempo não para, como diria Cazuza.

Bom, me entrego em suas mãos.

Um abraço,
Gil

Feliz Natal!

Dezembro 25, 2007 por gevieira

Oi! Gil,

Dezembro 20, 2007 por gevieira

Segue o projeto revisado. Fiz algumas alterações em vermelho. Retirei o trecho abaixo:

( Isto trouxe benefícios para a infra-estrutura tecnológica do País, já que a avaliação da conformidade em conjunto com a regulamentação e tendo como base uma adequada infraestrutura metrológica, constitui instrumento fundamental para a competitividade e desenvolvimento tecnológico dos setores produtivos e consequênte desenvolvimento do comércio exterior.) Sugiro retirar todo este trecho. Não há porque fazer uma exaltação do Inmetro. O ideal é ser imparcial e enfatizando os dados e fatos.

O projeto ficou muito bom. Está pronto para ser entregue ao Latec. A propósito, segue em anexo uma tese de doutorado que gostaria que você lesse. Dedique especial atenção a revisão bibliográfica que o autor faz sobre o tema do capital humano e capital intelectual.

A partir da indicação que ele faz, busque os artigos originais mais importantes citados por ele e faça a leitura dos artigos para formar o seu próprio conceito.

Feliz Natal e Ótimo 2008.

Abs,
Sandra Mariano

:-\ Professora Sandra… professora Sandra…

Dezembro 19, 2007 por gevieira

Não me faça me preocupar mais do que eu devo. Prometo ser um bom orientado!

Grande abraço,
Gil