Gestão por processos de negócios e redes cognitivas

By gevieira

Resenha: Na vida econômica e social das corporações as tecnologias de informação e de comunicação devem assumir o papel intangível de proporcionar maiores chances de participação dos indivíduos nas conquistas do grupo a que pertencem. [Entretanto, a implantação destas tecnologias começam na necessidade de] pensar em Gestão por Processos de Negócios e vislumbrar uma rede de processos inter-relacionados, atentando para o fato que os processos correspondem à execução das estratégias estabelecidas. Com isso, prover o alinhamento dos processos de negócios com a estratégia, os objetivos e as cadeias de valores das organizações. A partir daí, utilizar as ferramentas disponíveis para mapeá-los. [Apesar desta consideração inicial, as] redes são, na sua essência, um conjunto mutável de elementos (nós, atores) dinamicamente conectados mediante relações de troca e cooperação (canais, elos, links, conexões). Os nós ou atores representam pessoas, grupos, instituições, instalações, equipamentos. os canais e conexões representam o intercâmbio de mensagens, comunicações, insumos, ações, transações, percepções, valores simbólicos entre os nós ou atores. É importante perceber que as redes podem combinar em redes maiores ou dividir-se em sub-redes autônomas ou interdependentes. Redes podem compartilhar atores e conexões com outras redes, constituindo uma interseção entre redes vizinhas. Contudo, certos atores podem participar em diferentes redes, assumindo diferentes papeis, significando que eles se ligam através de conexões de natureza diversa em cada rede, o que implica que desenvolvem diferentes tipos de relações com características distintas aos vários atores a que se ligam. Essa sinergia tende a ocorrer de forma espontânea. As necessidades de conhecimento mudam conforme o tempo passa [e o mercado exige], com isso [muda também] a dinâmica das conexões e intensidade de interação entre os diferentes atores. Saber quem conhece quem e como eles interagem. Levantar que papel cada ator atribui a si próprio e aos demais a quem conhece, é essencial. Mintzberg & Quinn (2001) afirmam que uma abordagem assim “pressupõe um processo evolutivo de desenvolvimento da estratégia que combine a intencionalidade das estratégias deliberadas (a fome) com a espontaneidade das estratégias emergentes (com a oportunidade de comer)”. Desta forma os passos e métodos [...] de mapeamento [e interação] de redes, orientados aos Processos de Negócios, passam a se realimentar continuamente em uma espiral de construção cooperativa, para a rede, seus processos, conhecimentos e realizações. Faz-se necessário perceber os variados papéis que TIC assume na vida econômica e social das corporações. O quanto agrega de valor – tangível ou intangível – enquanto parte das knowledge networks das organizações. Às vezes como conexão, TIC deve assumir o papel intangível de propiciar os canais de conectividade e intensidade de interação necessária, buscando proporcionar maiores chances de participação dos indivíduos nas conquistas do grupo, instituição ou organização a que pertencem.

Intrepretação: Todo o trabalho de planejamento estratégico sobre o mapeamento de negócio corre o risco de não gerar resultados se não for dada atenção as conexões que fazem fluir o conjunto de ações, processos, de que uma organização é formada. De nada adianta conhecimentos e habilidades, se as atitudes são desconexas. Manter o alinhamento institucional é um trabalho de comunicação constante e em sendidos multiplos. Durante muito tempo, as tecnologias de informação (TI) vem se ocupando da armazenagem de conteúdos e da geração de inteligência artificial a partir deles. Hoje, entretanto, percebe-se que a comunicação é cada vez mais importante para a geração de conhecimento dinâmico capaz de sustentar as demandas de um mercado em constante mudança. É por isso que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) tem sido cada vez mais empregadas no desenvolvimento de redes, na disponibilidade permanente de conexões, que permitam a colaboração de todos nas iniciativas institucionais.

Referência: CASTRO, Jorge. Gestão por processos de negócios e redes cognitivas. Webinsider. Z Editores. Vicente Tardin (editor). Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/04/20/gestao-por-processos-de-negocios-e-redes-cognitivas/>. Acesso em: 21 abr. 2008.

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